Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

E por falar em Rambo

Confesso que fiquei impressionado pela negativa quando vi o trailer do novo filme do Rambo. O Rambo que eu conheci não matava por gosto. Matava com gosto, o que é diferente. Matava até com um certo requinte, crédito lhe seja dado. Mas matava, fundamentalmente, por necessidade — era ele ou eles.

O Rambo ressuscitado nesse trailer já não é aquele ser humano capaz de chacinar, sem pestanejar mas com critério, que eu cresci a adorar; aquele ser humano que, quando eu era jovem e influenciável, me incutiu os imprescindíveis valores morais que fizeram de mim o homem que sou hoje.

O Rambo ressuscitado nesse trailer é uma máquina de triturar carne, sem conceito de certo ou de errado, que obtém prazer na carnificina. E que diz coisas espectaculares como: «Se formos pressionados, matar é tão fácil como respirar.» Eu tenho asma. Ele não precisava de me ofender desta maneira.

Mas mão amiga acaba de me comunicar (através de sombras chinesas) que a violência contida em John Rambo é tudo menos gratuita. Parece que os facínoras, nesta sequela, estavam mesmo a pedi-las. Assim sendo, fico mais descansado. E penitencio-me por ter duvidado da capacidade de discernimento de Rambo, ceifando o um dedo mindinho ao calhas.
publicado por Brockston Über Alles às 12:16
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13 comentários:
De Clara Umbra a 21 de Fevereiro de 2008 às 22:48
Eh lá, alguma coisa aqui aumentou de tamanho, há vida em Brockston!
De Brockston Über Alles a 21 de Fevereiro de 2008 às 22:53
Suspeito de certa erecção.
De Clara Umbra a 21 de Fevereiro de 2008 às 22:58
E que bela e rotunda erecção, fica-lhe muito bem. Invejo esses seus poderes.

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