Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

O peso de inexisitir

A existência pode ser dolorosa, especialmente quando não existe.
publicado por Brockston Über Alles às 20:09
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9 comentários:
De Paula a 11 de Janeiro de 2008 às 20:23
Mas... Se a existência não existe, é inesxitente, portanto.
Então, a dor também não existe.
Isso é psicológico, vais ver.
Tomas um Ben-ur-on (ou um Valium, no caso de não teres Ben-u-ron em casa. É a mesma coisa, cof, cof), enfias-te na caminha e amanhã já passoooouuuuu!
Bjs!
De Clara Umbra a 11 de Janeiro de 2008 às 23:08
Quando sinto essas inexistências, ouço o Street Spirit (fade out) dos Radiohead, se possível, vejo também o vídeo(http://www.youtube.com/watch?v=BrZTNhW44-o), leio a letra... tudo! Eventualmente acaba por me passar.

«Rows of houses, all bearing down on me
I can feel their blue hands touching me
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
And fade out again and fade out

This machine will, will not communicate
These thoughts and the strain I am under
Be a world child, form a circle
Before we all go under
And fade out again and fade out again

Cracked eggs, dead birds
Scream as they fight for life
I can feel death, can see its beady eyes
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
And fade out again and fade out again

Immerse your soul in love»

De Brockston Über Alles a 12 de Janeiro de 2008 às 11:49
Adoro essa música (até arranho os acordes na guitarra). Mas sabe outra dos Radiohead que também é muito boa? A Exit Music (For A Film), tocada pelo trio do Brad Mehldau (http://www.youtube.com/watch?v=F_4fiMIxO2E). Ouça esta versão e imagine-me, de semblante carregado, a pensar nas mulheres que me partiram o coração ao longo da vida, enquanto percorro as ruas da cidade em roupão. Depois repita o exercício sem o roupão, desta feita numa pensão barata, com a música daquele anúncio que mostra um paraplégico a tentar durante muito tempo apertar os cordões de fundo; uma prostituta chamada «Beto» ajeita o sutiã de costas voltadas para mim. Nesta altura entram no quarto vários bombeiros, familiares e amigos (de ambos) e começam a atirar flashes e serpentinas e a gritar histericamente «Guterres! Guté Gondomar! Gondomar!». Agora imagine que já não sei o que é que eu queria dizer quando comecei a escrever isto, mas que tenho a certeza que era genial.
De Clara Umbra a 12 de Janeiro de 2008 às 14:11
Sim, genial, conheço, do Songs! Nesse caso, ouça também o Paranoid Android (encontra no álbum Live in Tokyo)… Até lhe diria que já os ouvi ao vivo… mas na verdade já não estou absolutamente certa de que o Brad Mehldau os tenha tocado em 2004, na Aula Magna (só para meter −algum − nojo).
Se gostou dessa abordagem aos Radiohead tem de ouvir o que os The Bad Plus fizeram ao Velouria dos Pixies (não encontro no youtube… mas é do álbum Give) ou, talvez ainda melhor, ao Iron Man dos Black Sabbath (http://www.youtube.com/watch?v=5EVBUCHJvVo).
No filme do roupão só acrescentaria o clássico temporal do dia a nascer e o clássico espacial das ruas urbanas com o lixo amontoado nos passeios. No filme sem roupão as caixas de comida chinesa, abertas, no chão.
De Maria Albertina a 12 de Janeiro de 2008 às 08:51
Então? Então? Continua sem conseguir violar mulheres? Ou é a nova lei anti-tabaco que o atormenta mais do que devia? Deixe-se disso! Venceremos, tenho a certeza!

Acredite em mim: entrar numa de Sartre não resolve nada! Esse Senhor - que Deus o tenha em paz, que bem precisa - só causa náusea e morte na alma!

Atentamente,

Maria Albertina
De Brockston Über Alles a 12 de Janeiro de 2008 às 12:05
Tem razão. Mas admita: dar uma de Sartre de vez em quando dá um estilo do caralho.
De Maria Albertina a 12 de Janeiro de 2008 às 15:13
Dá, sim... Dá, sim...
Mas, pessoalmente, continuo a preferir o Brockston Über alles...
Herzlich Wiederwillkommen!
De Brockston Über Alles a 12 de Janeiro de 2008 às 15:23
Desculpe, mas a senhora terá de me amar em todo o meu esplendor, que isto é mesmo assim.
De Maria Albertina a 12 de Janeiro de 2008 às 17:08
Mas é precisamente em todo o seu esplendor que eu já o amo!
O preferir é mesmo isso: preferir.Não deixo de ter muito estima pelo lado menos Brockston que aqui mostrou. Ou será esse afinal o seu lado mais Brockston?
Bem haja e bem aja.

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